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O novo ciclo do Recife

O cinema pernambucano contribuiu muito para o desenvolvimento e a autonomia do cinema nacional. Na década de 20, promovidos pelo movimento Pró Cinema das revistas Selecta e Para Todos, e contando com a participação de jovens de diversas categorias profissionais, surge o Ciclo do Recife. Durante nove anos o cinema local passou a produzir filmes a partir da realidade sócio-cultural brasileira.

Outro momento importante foi o movimento Super 8, que na década de 70 produziu diversos documentários que hoje estão sob guarda da Coordenação de Som, Imagem e Microfilmes da Fundação Joaquim Nabuco.

Na década de 90 surge o CINEPE, um evento que anos depois iria se tornar o maior festival do Brasil em participação do público.

É notável o crescimento do cinema no Recife. Transformado em fenômeno, não só pelas produções e festivais locais, a construção de novas salas tem parcela de culpa nessa empreitada. A qualidade de vida, o aumento do poder de consumo e a escolarização também influenciaram para o sucesso das novas estruturas oferecidas pelas empresas que administram os cinemas. Muito mais críticos, o público parou de avaliar apenas o conteúdo dos filmes e está cada vez mais exigente. O conforto deve estar acima de tudo.

Atualmente a cidade do Recife conta com cinemas multiplex nos shoppings Guararapes, Tacaruna, Recife, Plaza e Boa Vista, além de salas no Empresarial Trade Center (Cine Rosa e Silva), Teatro do Parque, Teatro Apolo, na Fundação Joaquim Nabuco e no Cine Teatro Guararapes.

O novo ciclo – Os novos cursos de cinema oferecidos pela Faculdade Maurício de Nassau (FMN) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além do curso de Fonografia e constantes debates sobre a área, ofertadas pelas Faculdades Integradas Barros Melo (AESO), além de formarem profissionais, estão influenciando no comportamento do público. É comum vermos pessoas nas ruas apontando câmeras, gravando seus trabalhos.

Apesar de todo esse investimento no cinema, são poucas as empresas que financiam a produção audiovisual. Se por um lado existe uma estrutura acadêmica e estrutura para exibição de filmes, por outro, não há sensibilidade por parte das administradoras de cinema para exibirem as produções locais e vontade dos empresários para patrocinarem essas produções.

Um novo ciclo do Recife pode surgir, não mais em Super 8, e sim em DVD. É necessário apenas o incentivo por parte dos empresários, por que vontade dos futuros profissionais da área tem sobrando.

Porcos não olham para o céu

No último ano e meio o gaúcho Daniel Marvel ganhou vários prêmios com o curta Porcos não olham para o céu que conta a história de Catarina, uma moça que tem mania de tudo: limpeza, organização, até de curiosidades.

Produzido com R$ 264, gastos com alimentação e combustível, o curta tornou-se um dos mais aplaudidos nos festivais em que participou. Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Atriz e Melhor Trilha Sonora no 5º Curta Santos. Melhor Trilha Sonora no 4º Festival do Livre Olhar – Flõ 2007. Melhor Diretor e Melhor Roteiro no 12º CINE PE. Melhor Curta em Vídeo no 15º Festival de Cinema de Cuiabá. Melhor Roteiro de Ficção, Melhor Som, Melhor Vídeo Ficção (Júri Popular) e Menção Honrosa de Melhor Atriz no 2º Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz das Palmeiras.

Confira o curta:

Porcos não olham para o céu – Parte 1 (Eng. subs)

Porcos não olham para o céu – Parte 2 (Eng. subs)

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O Autor

Bruno Costa é natural do Recife e estudante de jornalismo. Horas viciado em cinema, horas viciado em música, costuma dividir o seu dia entre sinopses e pesquisas de novos artistas. Amante do mundo latino, sonha em conseguir aprender a dançar salsa, quer conhecer Buenos Aires e almeja tomar tequila com verme num bar tipicamente mexicano.

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