Arquivo para janeiro \21\UTC 2009

A Globo e Barack Obama

Hoje a globo deve ter tido um dia maravilhoso. Obama tomou posse, o Jornal da Globo passou a edição inteira falando disso. Depois meteu o pau no novo presidente afirmando que discursos não levantam a bolsa, mas, para encerrar o programa de hoje Beautiful Day como trilha sonora.

Nada mais natural, vocês entendem…

Anúncios

Sobre as artes e o esporte

Sobre as artes e o esporte

O homem se desenvolve através da arte e do esporte, pois, sente a necessidade de se afirmar como indivíduo diante da sociedade. Com a precariedade da educação pública no Brasil, este indivíduo não encontra oportunidades para desenvolver seus potenciais de forma a contribuir com a melhora desta sociedade.

Excluído socialmente, este indivíduo sente a necessidade de se afirmar como ser diante dos demais membros dessa cadeia social e encontra essa forma na marginalidade, no tráfico e no crime organizado.

A educação através do desenvolvimento artístico e desportivo é uma arma fundamental para o crescimento pessoal do indivíduo como ser humano e ser social, pois, além de promover a sua integração com a sociedade, a arte e o esporte são elementos formadores de caráter, disciplina e consciência coletiva.

Capela Dourada

Capela Dourada, Recife, PE.

Considerada como uma das mais expressivas representantes da arte barroca nas igrejas brasileiras, a Capela Dourada, que está localizada dentro do complexo de edifícios do Convento e Igreja de Santo Antônio – que também inclui o Museu Franciscano de Arte Sacra – situada na Rua do Imperador, s/n, Bairro de Santo Antônio, Centro, é um dos principais atrativos turísticos do Recife.

A construção da Capela Dourada foi fruto de uma iniciativa dos Irmãos da Venerável Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, criada no Recife no século XVI. Sendo abastados muitos de seus membros, decidiram erguer uma capela para os noviços da Ordem. A pedra fundamental foi lançada em 13 de maio de 1696 pelo Capitão General Caetano de Melo Castro, sendo mestre-construtor o Capitão Antônio Fernandes de Mattos. A capela foi aberta ao público em 15 de setembro de 1697, com missa presidida pelo Comissário Visitador Frei Jerônimo da Ressurreição, embora ainda não estivesse inteiramente terminada, permanecendo em obras até 1724.

Seu nome deriva da grande quantidade de ouro empregada na cobertura da exuberante talha de madeira que forram praticamente todos os espaços das paredes, altares e teto. Ao longo do tempo a capela recebeu melhorias e rica decoração barroca. Sua condição atual data basicamente dos séculos XVII e XVIII.

Sua construção e decoração trazem a assinatura de diversos artistas de importância regional da época. Os tetos com os arcos externos do cruzeiro e da capela-mor e o mobiliário auxiliar são obras do século XVII, assinadas por Luis Machado. O teto é dividido em caixotões para painéis pintados a óleo, com cenas diversas.

Nas paredes claustrais, encontram-se 27 quadros de azulejos que mostram vários episódios da criação do mundo. Esses azulejos que foram assinados por Antônio Pereira, trazidos de Lisboa e afixados no ano de 1704, formam uma barra ao longo da parte baixa do interior do templo.

A capela-mor, com um nicho central para um grande crucifixo e nichos laterais para São Cosme e São Damião. Foi entalhada por Antônio Martins Santiago em 1698, e dourada, coberta com finas lâminas de ouro 22 quilates, por Manuel de Jesus Pinto em 1799.

Ao longo das paredes laterais existe uma série de painéis de azulejos, altares menores com importantes estatuárias, das quais se destacam Santa Isabel, o Cristo atado à coluna, e a do Senhor dos Passos – com uma imagem de roca em tamanho natural com incrustações de rubis –, além de dezenas de painéis pintados representando santos e personificações das virtudes da Fé, Esperança, Caridade e Constância.

As pinturas foram executadas entre os séculos XVIII e XIX pelos mestres José Ribeiro de Vasconcelos (1759 – 1761), José Pinhão de Matos e João Vital Correia (1864), sendo dignas de maior atenção duas de grandes dimensões junto às bancadas que  representam a prisão e morte de mártires franciscanos, cujos algozes, curiosamente, tiveram suas faces apagadas e riscadas – em data desconhecida – pela indignação de algum devoto.

Na sacristia existe ainda mobiliário esculpido em jacarandá, datando de 1762, uma mesa de mármore e um lavabo importados.

Serviço:

O horário de visitação:
Seg. a Sex.: 8h às 11h e das 14h às 17h
Sábados: 8h às 11h

Entrada:
R$ 2,00 – Inteira
R$ 1,00 – Estudante

Aviso:
Não á permitido fotografar com flash. Fone 3224-0530.

O Recife para comer

gastro-recife

O Recife é uma cidade de grandes encantos. Muito já se falou e ainda hoje se ouve sobre as belezas naturais e materiais da cidade. Suas ruas, pontes e igrejas; seus rios, seus mangues e suas praias. Ah! Veneza Brasileira… Quem dera fosse tão pouco. Recife é muito mais que um pedaço de terra cortado por rios e amarrados por pontes. Não é uma colcha de retalhos – é mais justo o comparar com uma manta de fuxico ou uma veste de caboclo.

Minha cidade, menina dos olhos do mar do Lenine; da saudade do Antonio Maria; a cidade que não pára, do Chico, a sempre antenada para o mundo. Terra de várias belezas, o Recife guarda um bem tão precioso que ninguém é capaz de tomar. Seu cheiro, seu gosto, suas cores e sua textura; seus bens imateriais enraizados na cultura popular e o povo que toca a vida adiante, o povo que rasga o frevo traçando tesouras, que cria e reinventa.

Terceiro Pólo Gastronômico do Brasil e o Primeiro do Nordeste, o Recife vem se destacando cada vez mais no cenário nacional pela criatividade dos seus Chefes e, principalmente, pela criatividade da sua gente.

O crescimento da gastronomia no Recife pode ter iniciado há cerca de dez anos com o surgimento do Pólo Pina, que concentrava em um só lugar, bons bares e restaurantes. Ainda que pouco freqüentado hoje, o Pólo Pina foi responsável por incentivar a procura por boa alimentação fora de casa.

Há pelo menos seis anos essa procura vem aumentando, assim como a quantidade de estabelecimentos que agora, além de numerosos, estão mais dispersos pela cidade. Outro fator importantíssimo para o sucesso do Pólo Gastronômico Pernambucano se deve a sua situação geográfica, que facilita a concentração de grandes fornecedores de todo o Norte/Nordeste.

A surpreendente culinária da cidade une influências estrangeiras à cozinha regional, resultando em deliciosas iguarias. Os seus pratos típicos refletem a miscigenação de raças e a união de povos, responsáveis por uma das culinárias mais criativas do Brasil. Enquanto os doces e guloseimas foram trazidos pelos portugueses, os índios contribuíram com o hábito de comer raízes, como a macaxeira e o inhame. Os negros, por sua vez, comiam a carne seca e as partes menos nobres que deram origem a pratos bastante apreciados, como o sarapatel, a feijoada e a galinha à cabidela.

Entre os muitos pratos locais figuram peixadas, carne-de-sol, agulha frita e galinha guisada. A diversidade da gastronomia local é capaz de deixar qualquer um com água na boca. Têm camarão, marisco, sururu, buchada de bode, dobradinha, mão-de-vaca, cozido, caldo de mocotó, chambaril e macaxeira com charque. Para a sobremesa tem o delicioso bolo de rolo, bolo Souza Leão, cocada, suspiro, doce de coco, de mamão e de leite; queijo coalho com mel de engenho e a cartola (feita com banana frita, queijo, canela e açúcar).

Para começar bem o dia, a cidade pede um desjejum reforçado, tipicamente pernambucano. Cuscuz de milho ou de mandioca, inhame e macaxeira com carne de sol ou charque, batata doce, banana comprida, munguzá, frutas, pão, arroz doce, angu, coalhada, broa de milho, tareco, canjica e pamonha. Os sucos e refrescos de frutas regionais, a exemplo do caju, cajá e acerola, são ideais para acompanhar a refeição.

Atualmente se destacam dois pólos gastronômicos na cidade, o primeiro, chamado Pólo Capitão Rebelinho, em Boa Viagem, que concentra 22 restaurantes e o maior, localizado no Recife Antigo, com mais de 50 bares e restaurantes oferecendo opções para todos os gostos.

Para um bom café da manhã o turista pode optar pelos mercados públicos. Revitalizados pela Prefeitura da Cidade, os mercados da Boa Vista e da Madalena são os que dispõem das melhores estruturas em suas praças de alimentação, ambas com uma enorme variedade de pratos. Os mercados da Encruzilhada e de Casa Amarela também são boas opções.

Para o visitante que está a fim de um ambiente mais descontraído e quer beber apenas um chopp gelado, acompanhado de petiscos, existem dezenas de bares espalhados pela cidade. Duas ótimas opções são os bares Só Caldinho, na Av. Conselheiro Aguiar, no Pina, e o Corisco e Dadá, na Av. Engenheiro Oscar Ferreira, em Casa Forte.

Para o almoço e jantar existem várias opções de restaurantes espalhados pelo Recife. Há culinária Árabe, Japonesa, Chinesa, Italiana, Francesa, além dos Fast Foods e Self-services, as tradicionais churrascarias, restaurantes vegetarianos, restaurantes de culinária regional e os especializados em frutos do mar. O restaurante Donatário, localizado na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 254, Parnamirim, serve deliciosos pratos à base de camarão preparados ao bafo, com ervas francesas e vegetais naturais. Uma outra opção é a moqueca capixaba de robalo com azeite-de-dendê, do Restaurante Maré Cheia, na Av. Beira-Mar, 1330, em Piedade. Uma delícia.

Para encerrar o dia, o Recife dá ótimas opções para quem quer comer bem depois da balada. Você já imaginou dar uma mordida no Bairro da Torre? Na rua José Bonifácio, 481, na Torre, está localizado o Vila Torre – Original Burger, que resolveu unir deliciosos sanduíches e história, para a satisfação dos clientes.

Lá, os hamburgers levam os nomes das ruas do bairro e os clientes são atendidos pelo próprio dono que mói, prensa e grelha os bolinhos de carne e frango na hora, à vista do freguês, já que a cozinha é separada do salão de mesas por uma grande janela de vidro.

As opções são variadas e fogem das tradicionais combinações de hamburgers que conhecemos. Existem os mais simples, como o de filé com queijo e os mais incrementados com bacon, ovos, queijo e salada. O destaque da casa é o delicioso sanduíche de pernil de porco com queijo e abacaxi, que à escolha do cliente pode ser servido em pão bola ou francês; além dos sanduíches em tamanho gigante que alimentam bem a todos que estão voltando da balada.


O Autor

Bruno Costa é natural do Recife e estudante de jornalismo. Horas viciado em cinema, horas viciado em música, costuma dividir o seu dia entre sinopses e pesquisas de novos artistas. Amante do mundo latino, sonha em conseguir aprender a dançar salsa, quer conhecer Buenos Aires e almeja tomar tequila com verme num bar tipicamente mexicano.

RSS Fotolog.com/soubruno

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.






Blogosfera

Audiência

  • 22,101 acessos