Poema de recortes

Hoje eu cheguei animado pra falar de sonhos, projetos de vida, mercado de trabalho e o desemprego; falar da criminalidade e da violência dos grandes centros, não só a violência física, mas também a psicológica e a moral. No entanto resolvi pegar fragmentos de vários textos para tentar montar um “poema de recortes” que fale sobre quase tudo isso.

1
“Um homem se humilha
Se castram o seu sonho,
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho…

E sem o seu trabalho,
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata…”

2
“De tiro certeiro, é de tiro certeiro,
Como bala que já cheira a sangue,
Quando o gatilho é tão frio,
Quando quem tá na mira – o morto!
Eh, foi certeiro – Oh, se foi”

3
“Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não,
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão,
Da caridade de quem me detesta”

4
“Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma,
A vida não pára…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa,
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa,
A vida é tão rara…”

1 – Um homem também chora (Guerreiro Menino), Gonzaguinha.
2 – Maracatu de tiro certeiro, Chico Science e Jorge du Peixe.
3 – O tempo não pára, Cazuza e Arnaldo Brandão.
4 – Paciência, Lenine e Dudu Falcão.

1 Resposta para “Poema de recortes”


  1. 1 alane 4 Outubro 2008 às 6:56 pm

    E que seleção! Ficou perfeito!


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O Autor

Bruno Costa é natural do Recife e estudante de jornalismo. Horas viciado em cinema, horas viciado em música, costuma dividir o seu dia entre sinopses e pesquisas de novos artistas. Amante do mundo latino, sonha em conseguir aprender a dançar salsa, quer conhecer Buenos Aires e almeja tomar tequila com verme num bar tipicamente mexicano.

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